Finou-se setembro
Apaziguado, luminoso e reconfortante finou-se setembro; e com ele se vão apagando as manhãs claras e frescas e os finais de tarde com crepúsculos que se ensanguentam distraidamente e tangencialmente.
É, por excelência, o mês dos retornos, dos adeuses, das saudade das lágrimas; obstinadamente com a natural plangência de quem parte e de quem chega e consigo carrega a nostalgia das férias e da paz conglomerada entre amigos e familiares.
E eu, agora aqui tardiamente plasmado frente à folha em branco, espero bem que aconteça o arranque dos primeiros eflúvios da crónica que vem do fundo de mim e consigo carrega o desejo de dar e confluir, naturalmente com a obrigação de quem escreve para os outros sem interesses vorazes e subterfúgios incógnitos.
Setembro que nos meus já longínquos e celebrados tempos de criança, carregava e enorme sortilégio das colheitas, mormente das vindimas na aldeia onde pontificava sempre a alegria e o convívio; e para, crianças endiabradas e convergentes que éramos, tinham o sortilégio do mês que antecedia o abrir de portas, somente nos........
