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O que fazemos com as perdas quando elas entram no trabalho?

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15.09.2026

Há uma ideia que precisamos de abandonar: a de que basta uma empresa ser gentil para saber lidar com o sofrimento de quem lá trabalha. Não basta. Uma organização não precisa de ser terapeuta para ser humana, mas precisa de saber a diferença entre tratar e reconhecer. Tratar não lhe cabe. Reconhecer, sim: acolher sem invadir, não exigir respostas imediatas, saber que produtividade e sofrimento podem coexistir. E isso começa por admitir uma coisa simples: ninguém deixa a sua vida à porta do trabalho. Levamos connosco as preocupações, as doenças, as separações e, inevitavelmente, também as perdas. Levamos mochilas que não se veem.

Uma pessoa pode chegar ao trabalho depois de uma noite num hospital, de um diagnóstico difícil, de acompanhar um filho em sofrimento ou de perder alguém. Pode estar a viver o luto pela morte de um pai, de um companheiro, de........

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