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Contrastes...

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14.09.2026

“Eu sou quase tudo o meu passado, quase nada o meu presente e, obviamente, nada o meu futuro”. (Anónimo) 

Estou convicto que o passado, de cada um, é o alicerce da sua construção como ser social, cultural e político. É no passado que estão mergulhadas as raízes, as vivências - boas e más - e as recordações da nossa formação como seres civilizados. E como seres construtores. Como seres mais ou menos sensíveis por aquilo que nos rodeia. O presente, o agora, limita-se a ajustar os cordelinhos do passado para nos tornarmo-nos mais pessoa. Cidadãos mais disponíveis para a inter-acção social. Mais libertos de preconceitos, mais racionais e, naturalmente, mais maduros para se ver e sentir os movimentos do mundo pelas objectivas da responsabilidade e do realismo. Prepara-nos para podermos sonhar. As fantasias, as ilusões, as vaidades, a excessiva visibilidade para mostrar a pequenez natural de que somos capazes não giram nesta........

© Diário do Minho