Onde a água fez a indústria
Na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave, o verde e a água que moldaram o Minho ajudaram a formar um dos distritos industriais mais antigos e pujantes do país. A diversidade expressa-se num degradé entre centros urbano-industriais, como Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Vizela; concelhos de transição, como Fafe e Póvoa de Lanhoso; e concelhos mais rurais, que fazem a ponte cultural e geográfica com o interior transmontano, barrosão e duriense, como Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto.
Martins Sarmento estudou as raízes mais antigas deste território. Alberto Sampaio explicou a sua formação histórica e económica. Camilo retratou as suas gentes. Raul Brandão revelou as suas dimensões humana e social. José de Guimarães deu-lhe expressão numa linguagem artística contemporânea.
Inúmeros monumentos e sítios testemunham momentos marcantes da história portuguesa. Na linha do tempo destacam-se a cultura castreja, de que Briteiros é ex-libris; as termas romanas de Vizela, a fundação do Mosteiro de S. Mamede e do Castelo de Guimarães, no séc. X; a primeira tarde portuguesa de 24 de junho de 1128; a revolta de Maria da Fonte, em 1846; a industrialização, nos sécs. XIX e XX; e a chegada do ensino superior e dos centros de inovação nos finais do séc. XX e no séc. XXI. Foi singular a formação do Território dos Brasileiros, sobretudo em Fafe e Terras de Basto, onde emigrantes construíram casas senhoriais e financiaram equipamentos públicos e obras filantrópicas.
Uma combinação rara de hidrografia favorável, relevo acidentado, pluviosidade elevada e povoamento denso e disperso possibilitou, desde os tempos medievais,........
