Entre o "copiar, colar" e o tribunal: o custo do barato
Têm-me aparecido com abundância e excessiva tendência, documentos com relevância jurídica que, obviamente, não foi analisada, ponderada, formatada ou elaborada por Advogados. Nunca houve tanta informação jurídica disponível e, paradoxalmente, nunca houve tantas pessoas a tomar decisões legais sem aconselhamento jurídico. Os documentos aparecem prontos, impecavelmente alinhados, linguagem convincente e aspeto formal. Contratos, notificações, declarações, minutas, acordos. Tudo parece profissional. O problema é que, muitas vezes, apenas parece. Quem exerce a advocacia conhece o fenómeno. Documentos que chegam à secretária depois de assinados; quando já existe incumprimento ou conflito, quando alguém descobriu que, afinal, a cláusula dizia o contrário do que julgava, ou quando um direito ficou pelo caminho pela má interpretação da lei; quanto mais a lei que, sabemos nós, em algumas matérias é densa, complexa e, porque sujeita a alterações ou remendos legislativos a rodos, torna já por si........
