A língua, para comunicar e fazer arte
Nos últimos dias, para lá da omnipresente guerra no Médio Oriente, saiu polemizada, em artigos de imprensa e nas redes sociais, a possibilidade de a obra de José Saramago, designadamente O memorial do convento, perder o carácter de estudo obrigatório no 12º ano de escolaridade, estando ainda em curso uma consulta pública sobre o assunto. Nas novas ”aprendizagens essenciais” de Português, segundo a proposta em discussão, surgirão outras obras opcionais, designadamente o romance Um Deus passeando pela brisa da tarde, da autoria de Mário de Carvalho, obra ficcional na qual o autor analisa os primórdios da difusão do cristianismo entre as elites da Hispânia romana.
Os fãs de Saramago, a Sociedade Portuguesa de Autores e diversas personagens vertem a sua discórdia sobre esta proposta, exaltando o valor da obra de Saramago, a mestria inovadora da sua escrita – exigente para o leitor e por isso mais meritória, frisa-se –,........
