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Bragança não pode viver do mesmo

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12.07.2026

Bragança não pode viver do mesmo

Parte II — Que Bragança queremos?

Depois de décadas a discutir os problemas do interior, talvez tenha chegado o momento de abandonar uma pergunta — "o que nos falta?" — e fazer outra, muito mais importante: que Bragança queremos construir?

Porque nenhum território se transforma apenas através de diagnósticos. O desenvolvimento exige visão, escolhas e capacidade de mobilização coletiva.

Durante demasiado tempo, Bragança habituou-se a gerir dificuldades em vez de definir ambições. Foi sobrevivendo entre ciclos de esperança e resignação, dependente de investimento público, de fundos europeus e da capacidade de resistência das suas populações.

Mas resistir já não basta.

Hoje, os territórios que conseguem afirmar-se não são necessariamente os maiores nem os mais populosos. São os que conseguem diferenciar-se, criar identidade estratégica e transformar os seus recursos em valor........

© Diário de Trás-os-Montes