Bragança não pode viver do mesmo
Bragança não pode viver do mesmo
Parte II — Que Bragança queremos?
Depois de décadas a discutir os problemas do interior, talvez tenha chegado o momento de abandonar uma pergunta — "o que nos falta?" — e fazer outra, muito mais importante: que Bragança queremos construir?
Porque nenhum território se transforma apenas através de diagnósticos. O desenvolvimento exige visão, escolhas e capacidade de mobilização coletiva.
Durante demasiado tempo, Bragança habituou-se a gerir dificuldades em vez de definir ambições. Foi sobrevivendo entre ciclos de esperança e resignação, dependente de investimento público, de fundos europeus e da capacidade de resistência das suas populações.
Mas resistir já não basta.
Hoje, os territórios que conseguem afirmar-se não são necessariamente os maiores nem os mais populosos. São os que conseguem diferenciar-se, criar identidade estratégica e transformar os seus recursos em valor........
