O primeiro-ministro no seu labirinto
A declaração de Luís Montenegro ao país na última quinta-feira, em pleno horário nobre televisivo, mostrou-nos um primeiro-ministro preso no seu labirinto. Perante um cerco que se vai apertando por todos os lados, emparedado entre o custo de vida, as contas públicas, a pressão interna por reformas estruturais e sondagens cada vez mais negativas, Montenegro jogou a cartada da responsabilidade e agitou fantasmas do passado – das “borlas” de Sócrates, que precipitaram a chamada da troika no auge da crise de 2011, até à austeridade que Passos Coelho implementou e que, assegura, se recusará a replicar.
O Governo respondeu à pressão sobre o rendimento das famílias com um pacote de cerca de 800........
