O comunismo ergue a cabeça na América e a Europa deveria preocupar-se
O regresso de Bill Maher ao seu espaço televisivo norte-americano, esta semana, não trouxe apenas a sua acidez habitual. Num dos mais longos monólogos de que há memória, o influente crítico e humorista de centro-esquerda fez um diagnóstico certeiro que o centro político ocidental (a começar pela maioria dos media tradicionais) insiste em varrer para debaixo do tapete. Maher abre com o aviso: a acusação de Donald Trump sobre a ala radical do Partido Democrata (os Democratic Socialists of America - DSA) ser comunistas "não é uma mentira". E depois passa os oito minutos seguintes a explicar, factualmente, porquê.
I'm not voting for anyone who thinks the wrong side won the Cold War or cheers for the Intifada like it's the World Cup. pic.twitter.com/0iBVs5poXg— Bill Maher (@billmaher) August 1, 2026
I'm not voting for anyone who thinks the wrong side won the Cold War or cheers for the Intifada like it's the World Cup. pic.twitter.com/0iBVs5poXg
Isto deveria fazer estremecer muito mais do que Washington. O que antes parecia folclore universitário tornou‑se, em influentes círculos da DSA, programa político explícito: figuras com assento parlamentar ou em vias de o conquistar defendem a apreensão dos meios de produção, a expropriação da propriedade privada, a abolição da polícia, das prisões e das fronteiras. Não é a posição oficial da organização nacional (pelo menos ainda…), mas é hoje uma corrente influente dentro do partido – e é factual que estas propostas são comunismo clássico.
Este fenómeno não é um mero acidente de percurso, nem uma excentricidade passageira: é o produto de um laboratório ideológico que já teve a sua experiência-piloto na Califórnia........
