O país real à volta de um prato de maranhos
Agosto é, para mim, de há alguns anos para cá, mês de muitos reencontros, com amigos e familiares emigrantes que, por estes dias, regressam à terra (ou às novas terras adotivas que a vida nos trouxe). À mesa, de janela aberta para entrar uma pequena corrente de ar, da qual se vê uma paisagem quase despida de árvores após os violentos incêndios de 2025 na Serra do Açor, conversa-se muito, como sempre.
Este ano, um assunto dominou estas tertúlias. Não foi a trapalhada a que se assistiu nos Exames Nacionais do Secundário, que tantas dúvidas e ansiedade gerou (e ainda gera) a milhares de alunos e famílias, sem que se tenham retirado até agora as devidas consequências políticas e administrativas pela forma quase amadora com que foi tratado o processo de correção e disponibilização dos resultados. Nem tão pouco a sucessão de “casos e casinhos” que envolvem o ministro da Administração Interna, que vai ardendo em lume brando até às necessárias audições que deverão marcar o arranque dos trabalhos parlamentares.
Desta vez, ao........
