Apagão, um ano depois. Prometer é fácil, preparar o país é outra coisa
O apagão que atingiu a Península Ibérica em abril de 2025 devia ter sido um aviso sério para Portugal. Não apenas para técnicos, operacionais e governantes, mas para todos. Porque quando a eletricidade falha, não falha só a luz. Falham as comunicações, os transportes, os hospitais, os sistemas de água, os combustíveis, falha tudo o que é necessário para o país funcionar.
Os relatórios oficiais mostram que não vale a pena procurar explicações fáceis. Não foi apenas um problema de produção, nem uma desculpa simples para atacar as energias renováveis. O que ficou exposto foi algo mais preocupante, um sistema e uma estrutura de energia vulnerável, sensível a falhas em cadeia e dependente de mecanismos de controlo que têm de funcionar com rigor. Em linguagem clara, não basta ter energia. É preciso garantir que a rede resiste, estabiliza e recupera quando acontece o pior.
Depois do apagão, ouvimos o habitual. Desde anúncios a planos, investimento, reforço da resiliência, baterias, proteção de infraestruturas críticas e maior capacidade de reposição do sistema. Tudo isso pode ser importante. Mas uma coisa é prometer. Outra, muito diferente, é demonstrar que o país ficou realmente mais preparado.
E é aqui que........
