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Investir mais não chega para aumentar a produtividade

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O investimento empresarial privado em Portugal rondou 13% do PIB em 2025, ligeiramente acima da média da União, mas a produtividade por hora continua perto de 68% da média europeia. Esta diferença mostra que o nível de investimento não basta para explicar a produtividade e obriga a olhar para o que muda dentro das empresas quando o projeto termina. A Comissão Europeia assinala ainda que o aumento de capital por trabalhador deixou de contribuir para o crescimento da produtividade durante a última década.

Estes números não permitem concluir que as empresas portuguesas investem mal. Uma máquina comprada para substituir outra pode alterar profundamente um processo, uma expansão pode abrir produtos e mercados diferentes e um projeto classificado como inovação pode, pelo contrário, deixar quase tudo na mesma. A classificação do investimento diz pouco sobre a transformação que o projeto produz na empresa.

Uma empresa instala um equipamento mais rápido e cumpre os indicadores técnicos previstos. Porém, se a preparação das encomendas continuar lenta, as variantes prolongarem os tempos de afinação, a informação chegar tarde e certas decisões dependerem das mesmas pessoas, a capacidade adicional pouco altera o resultado global. Sem encomendas suficientes e com margem para ocupar essa capacidade, o ganho técnico dificilmente se traduz em mais valor criado por hora.

O mesmo pode acontecer numa empresa de engenharia ou de serviços técnicos: uma ferramenta reduz o tempo de análise, mas as entregas continuam dependentes da mesma revisão sénior e o preço permanece ligado às horas. O tempo libertado........

© Diário de Notícias