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Vítima do sistema, fantasista ou ambos?

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19.08.2026

Jason Arday tornou-se, em poucas semanas, uma figura reconhecida internacionalmente. O mais novo professor negro a integrar os órgãos docentes da reputada Universidade de Cambridge, no Reino Unido, professor de Sociologia da Educação e pai de duas crianças, foi acusado de plágio, encheu o mundo da internet de ódio e violência e acabou por ser encontrado morto em casa na passada sexta-feira, dia 14 de agosto.

A polícia garante que não há evidências de uma morte suspeita – como se o falecimento de um homem de 41 anos, saudável, em casa não fosse suficiente para levantar suspeitas – e o mundo acalmou, finalmente. O que não deixa de ser absolutamente assustador.

Vamos aos factos, por ordem cronológica: Jason Arday, filho de pais ganeses que emigraram para o Reino Unido, nasceu naquele país em 1985. Em 2015, recebeu o grau de Doutoramento pela John Moores University, em Liverpool, e em 2023 foi contratado pela Universidade de Cambridge. Tinha 37 anos. A própria instituição e outros pares começaram, rapidamente, a apelidá-lo de “um académico excecional”, salientando o seu contributo para a área de investigação a que se dedicava. Sem surpresas, sobretudo por se ter transformado num exemplo para a comunidade........

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