Quando passámos a aplaudir o cansaço?
Mensagens, e-mails, telefone disponível 24 horas por dia e a ideia generalizada de que todos os assuntos são urgentes. Os nossos cérebros estão a ficar esgotados, os nossos corpos mais doentes, mas o elogio da fadiga parece não abrandar.
No ano passado, o STADA Health Report, que resulta de inquéritos realizados em 23 países europeus, mostrava que mais de metade dos portugueses (61%) se sentem esgotados ou em risco de burnout. Mais de um terço (36%) tem problemas de saúde mental, mas só 3% faz terapia. Estes números, recordes de que não nos deveríamos orgulhar, têm tendido a subir. As mulheres (71%) são mais propensas a esgotamento do que os homens (60%) e há também uma diferença significativa em termos geracionais: 75% dos europeus com menos de 34 anos........
