Resistimos a todas as crises
Estive estes dias em Bruxelas a convite de Giuseppe Guerini, presidente das Cooperatives Europe, que junta organizações de 33 países. É porta-voz e vice-presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE). Tive a oportunidade e o privilégio de intervir num encontro sobre Economia Social, onde alguns dos temas de que temos “falado” neste espaço foram abordados.
Começo por uma constatação prévia. A Economia Social está viva, recomenda-se e é um trunfo para a economia dos países europeus mais desenvolvidos, um paradoxo com o que se passa em Portugal, onde o Estado se prepara para levar à prática a intenção de abandonar o Instituto António Sérgio para a Economia Social (CASES) que regula, ou deveria regular, toda a atividade de um setor económico que vale uma percentagem importante do PIB e da empregabilidade, mas cujo valor não se pode medir apenas por critérios tangíveis. Continuarei com o assunto em próximos textos.
Na minha intervenção no Parlamento Europeu parti de uma frase recente premonitória de Warren Buffett, quando sublinhou a quase inevitabilidade de, na banca comercial, "os problemas de uns poderem espalhar-se no futuro para os outros”. Sabemos dos desafios que as Fintech trouxeram à banca comercial e conhecemos na pele os esforços........
