Elegia do fim das férias
Para um reformado, na plenitude da sua jubilação ( Exultate! Jubilate!), o fim das férias é um paradoxo. O oposto das férias é o trabalho e o reformado, ainda que tenha uma multiplicidade de compromissos e de atividades, não se defronta, por definição, com o trabalho regular, nesta época melancólica em que nos chega setembro (September Song) e em que consideramos com amargura que nada nos devolverá “the splendour in the grass/the glory in the flower”(Wordsworth), que naqueles momentos de verão e primavera passaram efemeramente por nós.
Este conflito entre o renovar da Natureza (quando faz a gentileza de não nos enviar tempestades, vulcões e tremores de terra) e a nossa breve passagem pelo mundo é tema de muita poesia, boa e má, e não vou acrescentar nenhum risco da minha lavra a esta sucessão de amarguras.........
