ONU no feminino?
Numa entrevista à EuroNews, já este ano, sobre o facto de não haver uma secretária-geral na história das Nações Unidas, Susana Malcorra afirmou que se tal acontece “não é por falta de escolha, é por falta de vontade”. A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, que foi uma das candidatas em 2016, recordou que então “havia uma convicção muito forte de que era altura de uma mulher. A oferta feminina era vasta, diversificada e com antecedentes muito sólidos”.
Nomes como Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, ou Irina Bukova, búlgara que chegou a ser secretária-geral da UNESCO, estavam também na corrida ao lugar de topo no sistema onusiano, e chegou mesmo a surgir uma candidatura de última hora de outra búlgara, Cristalina Giorgieva, antiga comissária europeia que hoje é diretora-geral do FMI. No final, ganhou o português António Guterres, antigo primeiro-ministro e conhecedor da máquina da ONU pois fora alto-comissário para os Refugiados.
A costa-riquenha Rebeca Grynspan, que foi vice-presidente do seu país, surge agora como uma das favoritas a suceder........
