Burnham, o quarto primeiro-ministro britânico a ter de lidar com Trump
A BBC decidiu antecipar partes da entrevista a Andy Burnham que vai ser transmitida esta segunda-feira, dia 27 de julho, na televisão e uma das frases mais importantes do novo primeiro-ministro britânico é que não tem intenção de antecipar as eleições previstas para 2029.
Do ponto de vista de Washington, isto significa que Donald Trump, até final do seu próprio mandato presidencial, não terá de lidar com mais nenhum governante em Londres, já que, como estão hoje as sondagens, nada garantiria que Burnham repetiria a vitória de Keir Starmer, que acaba de sair pela porta-pequena, abandonado pelo seu próprio partido, o trabalhista. Uma vez mais, do ponto de vista do aliado americano, isto quer dizer que Trump lidará com dois primeiros-ministros britânicos, tal como aconteceu na sua primeira passagem pela Casa Branca, entre 2017 e 2021, em que coincidiu com Theresa May e depois Boris Johnson, dois conservadores que se sucederam no n.º 10 de Downing Street.
Enfatizo a questão da relação entre Washington e Londres, neste caso entre Trump e Burnham, pelo peso histórico que tem nas relações transatlânticas, e no próprio contexto da NATO. Tradicionalmente um dos países que cumpria os 2% do PIB em orçamento de Defesa, uma exigência dos americanos aos parceiros europeus que é anterior à chegada de Trump ao poder, o Reino Unido........
