A guerra no Irão começou. Como acabará?
Ataques iranianos contra as bases americanas no Médio Oriente e também contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que navega no oceano Índico, nas proximidades do Estreito de Ormuz. E agora a confirmação pelos Estados Unidos dos primeiros militares mortos em consequência dessa retaliação, que promete intensificar e tomar novas formas depois da morte do ayatollah Ali Khamenei, logo nos bombardeamentos de 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra americano-israelita contra o Irão.
O próprio Donald Trump tinha alertado para a possibilidade de baixas americanas, dado este ser um envolvimento americano muito diferente do de junho do ano passado, quando no âmbito da chamada Guerra dos 12 Dias de Israel contra o Irão os bombardeiros americanos visaram instalações nucleares iranianas. Na época, embora tivesse atacado pesadamente Israel, o Irão frente aos Estados Unidos optou por uma retaliação simbólica contra a base no Qatar, um sinal evidente de querer evitar, então, uma escalada contra o mais poderoso país do mundo e, ainda por cima, um inimigo declarado desde 1979.
Para compreender esta guerra é preciso voltar à revolta popular contra a monarquia iraniana. O xá Reza Pahlavi era um modernizador, mas igualmente um déspota. E quando foi derrubado, os revolucionários vários, dos comunistas aos liberais, foram ultrapassados pela fação composta pelos seguidores do ayatollah Khomeini. Regressado do exílio, este proclamou a República Islâmica, que ainda há um mês celebrou 47 anos e desde 1989 era liderada por Khamenei. Estados Unidos e Israel, dois aliados do Irão no tempo do xá, tornaram-se os inimigos........
