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Uma geração sem referências: na universidade e no trabalho!

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20.05.2026

Há uma fragilidade nova a instalar-se. Não é psicológica (no sentido literal, mas também é), geracional ou laboral. É fragilidade de construção. Uma geração que chega à universidade e ao trabalho com pais a submeter candidaturas, a acompanhar entrevistas, a ajudar em tarefas profissionais ou até a falar com chefias sobre promoções não revela apenas excesso de proteção. Revela uma falta gritante de autonomia. Falta-lhe qualquer muita coisa antes da empresa. Falta-lhe fundações.

E parte dessas fundações perdeu-se quando deixámos de ter heróis. Ou quando deixámos de os levar a sério.

O herói nunca foi apenas personagem de banda desenhada, cinema ou infância. Era um modelo narrativo. Uma forma simples de dizer a uma criança: podes ser mais forte do que o medo, mais leal do que o interesse, mais........

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