Consumo sob pressão: o que muda quando há inflação e medo
Em contexto de guerra, instabilidade geopolítica, inflação persistente ou forte volatilidade económica, o consumo deixa de ter substrato racional para ser muito afetado pelo reflexo do medo. No final, está sempre condicionado. E é uma derivada das perceções. Ou seja, por um lado sofremos do exagero da segurança psicológica (a guerra é lá longe e primeiro que cá chegue!...), mas, por outro, vivemos em medo permanente, dado que o povo português é dos povos mais medrosos que existem, explicando o medo uma boa parte das ações do consumidor português. Explica, portanto, comportamentos. Por exemplo, uma boa parte da resistência em empreender vem precisamente do medo.
Há preditores relativamente claros destes comportamentos.
O primeiro é a incerteza. Quando as pessoas não conseguem antecipar preços, rendimentos ou emprego, tendem a adiar compras não-essenciais,........
