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Vance, o acordo e o silêncio

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22.06.2026

Há uma forma simples de medir a confiança que Trump deposita em alguém: olhar para o dossiê que lhe entrega. A Vance, Trump entregou o acordo com o Irão. Não é um presente. É um teste. E pode ser uma armadilha.

Há um detalhe revelador na origem. Tudo indica que, do lado iraniano, Vance era visto como o interlocutor mais credível, por ser o mais céptico das intervenções e o menos entusiasta da guerra na administração. A Casa Branca apressou-se a sublinhar que só Trump escolhe quem negoceia. Mas o sinal ficou: Teerão aponta a quem, em Washington, mais duvidou desta guerra. Vance arrastou os pés ao longo de todo o processo. Foi a face visível da reticência interna, em contraponto a Rubio, e chegou a questionar o relato do Pentágono, duvidando em privado de que os militares estivessem a dar a Trump o quadro real da guerra. Entregar-lhe agora o acordo fecha o círculo: quem duvidou da guerra passa a carregar a paz e o seu........

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