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Os números que o debate não quer ver

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18.05.2026

A minha coluna da semana passada aqui no DN estabeleceu um princípio: avaliar o extremismo pelo tipo de ameaça, não pelo eixo ideológico. Este artigo traz a evidência. E a evidência é desconfortável.

Nos relatórios anuais da Europol sobre terrorismo na União Europeia, o terrorismo de esquerda e anarquista tem registado, em vários anos recentes, mais ataques completados do que outras famílias ideológicas. Em 2023, registaram-se 23 ataques completados atribuídos à esquerda radical, contra dois de extrema-direita. Em 2024, a tendência manteve-se, com 21 ataques atribuídos à esquerda e ao anarquismo e uma incidência residual da direita. O jihadismo continua a ser, em geral, menos frequente em número de incidentes, mas muito mais letal. Os dados existem. O problema é a sua escassa presença no debate público.

A questão torna-se ainda mais........

© Diário de Notícias