O azul que nos protege
Os recentes episódios de violência contra agentes da PSP, um no aeroporto e outro na Amadora, não são incidentes avulsos. São o sintoma de uma realidade mais funda: uma autoridade pública testada todos os dias no terreno por um Estado que lhe exige muito e lhe dá quase sempre pouco.
Ser polícia em Portugal exige hoje uma forma particular de resistência. Aos riscos da função somam-se o desgaste acumulado, a escassez de meios e uma carreira insuficientemente valorizada. O resultado está à vista: dificuldade em reter efectivos, menor atractividade junto dos mais jovens e um problema de saúde mental que não pode continuar a ser tratado como tema periférico, como mostram as estatísticas de suicídio nas forças de segurança.
No Comando Metropolitano de Lisboa, onde se concentra a responsabilidade operacional mais exigente do país, a falta de viaturas e a perda contínua de quadros........
