A liberdade protege a conclusão, não a premissa
A liberdade de opinião protege a conclusão, nunca a premissa. Cada um tem direito a ser pró-russo, putinista, comunista, iliberal ou o que entender, e a dizê-lo em praça pública sem prestar contas a ninguém. O que nunca esteve incluído nesse direito foi inventar a premissa de que se parte. Os factos não são propriedade de quem argumenta, são o terreno comum onde o argumento se disputa. Quem falsifica uma data não está a exercer uma opinião: está a retirar aos outros a possibilidade de discordar com conhecimento.
Escrevi aqui, na semana passada, sobre um texto pró-russo que circulava nas redes. O incómodo é que material do mesmo género entra todos os dias pela porta da frente, com pivô, alinhamento e painel. Não por cumplicidade, mas por uma confusão que se instalou: a de que abertura de espírito significa........
