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Os peptídeos funcionam. Mas essa não é a pergunta certa

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friday

Há poucos anos, os peptídeos – pequenas cadeias de aminoácidos que desempenham um papel essencial na comunicação entre células e na regulação de diversas funções do organismo – eram um tema praticamente restrito à investigação científica e a contextos clínicos muito específicos. Hoje, fazem parte das conversas nas redes sociais, dos podcasts de saúde e das expetativas de muitas pessoas que procuram viver mais e melhor. Seria tentador olhar para este entusiasmo como uma moda passageira, mas a história médica dos peptídios recomenda uma leitura mais cuidadosa.

A medicina tem uma relação longa com os peptídeos. Começou com a insulina, há mais de um século, e hoje mais de 80 fármacos peptídicos foram aprovados para uso clínico. Mas reconhecer que muitos peptídeos têm valor clínico não significa assumir que todos são seguros, adequados ou indicados para qualquer pessoa. Os agonistas GLP-1 são o capítulo mais recente e, provavelmente, o mais robusto: ensaios com milhares de participantes, resultados que atravessam especialidades e uma redução demonstrada de 20% em episódios........

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