Ricardo Cruz-Filipe (1934-2026)
O artista e o engenheiro foram duas referências naturalmente complementares. Conheci ambos e a nossa amizade e admiração baseou-se nesse encontro.
Mais do que Álvaro de Campos, foi alguém que se afirmou como um criador sereno e incansável. O equilíbrio foi a sua marca. Se há autor que no seu percurso de artista pôde afirmar uma identidade própria de modo original, num panorama heterogéneo, foi Ricardo Cruz-Filipe. Dir-se-ia que o que podemos designar como Pop-Art foi ao encontro dos cânones clássicos, num misterioso jogo entre o que se esconde e o que se revela, como se cada imagem da sua linguagem própria se tornasse síntese de uma moderna expressão intemporal da arte e da cultura.
Como afirmou Raquel Henriques da Silva, a pintura deambula entre........
