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A “NATO adormecida” e o futuro da Europa

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17.02.2026

A nova realidade geopolítica trouxe transformações que, até há poucos anos, pareceriam impensáveis. Entre elas está a vontade dos Estados Unidos de reavaliarem o sistema de alianças que tem sustentado grande parte do seu poderio global desde 1945. Contudo, o principal risco deste realinhamento estratégico poderá não ser aquele que muitos europeus antecipam.

A intervenção recente do secretário de Estado norte-americano na Conferência de Segurança de Munique confirmou uma tendência já visível: Washington quer que os países europeus assumam a responsabilidade primária pela segurança do continente. Marco Rubio expressou esta posição num tom mais conciliador do que o adotado por Trump ou Vance, mas a mensagem essencial foi clara. Os Estados Unidos manterão o seu compromisso com a Europa e estarão dispostos a intervir caso esta enfrente uma ameaça comparável ao Terceiro Reich ou à União Soviética, não por altruísmo, mas porque o seu interesse nacional assim o exige. Ditam os manuais de geoestratégia que a potência marítima dominante não pode permitir que a Eurásia fique sob o........

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