Portugal precisa de um novo rumo
Dois anos depois do início deste ciclo governativo, o país deveria hoje apresentar sinais claros de mudança. Não a ilusão criada por anúncios sucessivos, mas resultados concretos que se traduzissem na vida dos portugueses. Dois anos deveriam ser suficientes para definir um rumo, estabelecer prioridades e iniciar reformas estruturais. Mas o essencial permanece por fazer.
O balanço destes dois anos expõe uma fragilidade que se tornou evidente: em Portugal, governa-se ao ritmo dos acontecimentos, sem capacidade de antecipação. Multiplicam-se anúncios, acumulam-se iniciativas e produz-se legislação, mas falta coerência e direção estratégica. O resultado é um país que permanece refém de problemas estruturais antigos, sucessivamente adiados em vez de resolvidos.
Na habitação, a situação agravou-se de forma evidente, tornando-se hoje um dos principais fatores de instabilidade........
