O referendo que não devia ser necessário
O Automóvel Clube de Portugal está a recolher cinco mil assinaturas para levar à Assembleia Municipal uma pergunta simples: deve Lisboa deixar de autorizar a exploração de trotinetes partilhadas no espaço público quando terminarem as licenças em vigor? Pode discordar-se do proponente, do timing e do instrumento. O que não se pode é fingir que a pergunta nasceu do nada.
Nasceu de anos de evidência acumulada e de uma sucessão de soluções intermédias que foram anunciadas, assinadas e esquecidas. Um referendo sobre isto é, no fundo, um atestado de incompetência regulatória passado a Carlos Moedas.
Vejamos o passeio, que é onde esta conversa devia ter começado. O modelo obriga a estacionar em pontos definidos, validados por GPS. O resultado vê-se em........
