Afogamentos: quando os números já não permitem falar em fatalidade
Noventa e duas pessoas morreram afogadas em Portugal nos primeiros sete meses deste ano. É o número mais elevado da última década para o mesmo período e representa um aumento de 15% face às 80 mortes registadas até julho de 2025. Perante estes dados, já não basta lamentar cada tragédia. É necessário reconhecer que Portugal começa a ter um problema de prevenção e segurança aquática.
Os números provisórios, divulgados pelo Observatório do Afogamento, da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, mostram que o perigo está longe de se limitar às praias marítimas durante os meses de verão. Os rios foram o local onde ocorreram mais mortes - 35 -, seguindo-se o mar, com 27. Em conjunto, estes dois meios aquáticos concentraram 62 das 92 vítimas, o equivalente a 67,4% do total.
Mas houve também seis mortes em barragens, outras seis em piscinas domésticas, cinco em poços, quatro em estradas inundadas e quatro........
