O funding 'gap' não se resolve com prémios. Resolve-se com acesso
Há uma aprendizagem inevitável para quem empreende: construir um negócio é, simultaneamente, um desafio de execução e uma das mais exigentes jornadas de autoconhecimento. O caminho raramente é linear. Todos os dias trazem novos obstáculos, dúvidas e decisões difíceis. E, muitas vezes, a verdadeira medida do progresso não está apenas nos resultados alcançados, mas na capacidade de recuperar rapidamente dos fracassos e seguir em frente.
O mesmo acontece quando chega o momento de levantar capital. A rejeição deixa de ser um episódio ocasional para passar a fazer parte do processo. É quase uma disciplina. Cada "não" testa a convicção, a capacidade de adaptação e a persistência da fundadora. Talvez por isso faça tanto sentido a ideia, dura, mas verdadeira, de que uma fundadora tem de aprender a absorver os golpes sem nunca perder a determinação de continuar a construir.
Depois de levantar 1,5 milhões de euros junto do mesmo investidor — e com o privilégio de continuar a contar com esse parceiro nesta caminhada — inicia-se agora um novo ciclo. Um ciclo em que já não basta provar a visão: é preciso demonstrar capacidade de execução, escala, consistência e ambição internacional. É precisamente nesta fase que iniciativas como o UBS Project Female Founder ganham especial relevância.
Muito mais do que um prémio
Há cerca de um ano, a candidatura ao programa do UBS nasceu com uma expectativa simples: aprender com quem já conhece por dentro o processo de preparar empresas para crescimento e investimento. O UBS Project Female Founder é um programa global, gratuito e sem tomada de participação, desenhado para fundadoras em fase inicial que procuram preparar-se para rondas profissionais de investimento, com uma estrutura que........
