Já nem o Reino Unido é uma ilha
Em fevereiro de 2016, o então primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou a realização de um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. A consulta realizou-se a 23 de junho desse ano e os 51,9% de votos a favor da saída abriram um ciclo político, económico e estratégico, cujas consequências continuam a moldar o Reino Unido e a Europa.
O argumento central dos defensores do “Leave” era simples: recuperar o controlo sobre as leis, as fronteiras e o Orçamento, acompanhado da promessa de celebrar novos acordos comerciais globais.
Uma década depois da decisão de convocar o referendo, a avaliação exige mais do que slogans.
Do ponto de vista económico, o Reino Unido registou menor crescimento relativo face a outras economias europeias avançadas. O comércio com a União Europeia, que constitui o seu principal parceiro, tornou-se mais burocrático e oneroso. Pequenas e médias empresas exportadoras........
