A guerra entrou no orçamento europeu
A guerra na Ucrânia deixou de ser apenas um problema de política externa. Está a transformar-se numa questão central de política orçamental europeia. A discussão já não se limita a saber durante quanto tempo a União Europeia apoiará Kiev. Passou a incluir uma pergunta mais difícil: como financiar simultaneamente a Ucrânia, a Defesa europeia, a competitividade, a transição energética, a agricultura e a coesão?
A posição recentemente assumida pela Alemanha torna esta tensão particularmente visível. Berlim, acompanhada pela Dinamarca, Países Baixos, Áustria, Finlândia e Suécia, considera excessiva a proposta da Comissão para um orçamento europeu próximo de dois biliões de euros entre 2028 e 2034. Estes contribuintes líquidos defendem uma redução significativa, rejeitam nova dívida comum e sustentam que todas as áreas deverão participar no esforço de contenção. A Alemanha terá apontado para um corte próximo de 400 mil milhões.
Mas os mesmos........
