Um elétrico chamado vergonha
No dia 3 de setembro assinalou-se o primeiro aniversário do fatídico acidente ocorrido no Elevador da Glória, no qual 16 pessoas perderam a vida e 23 pessoas ficaram feridas. Vidas interrompidas, famílias destruídas e futuros desfeitos numa curta viagem, num transporte público numa cidade capital europeia. Uma tragédia que convocou, num primeiro momento, bombeiros, equipas do INEM, proteção civil, forças de segurança, profissionais de saúde e outras entidades que asseguraram as operações de socorro com dedicação exemplar. Uma tragédia que nos consternou a todos e que nos uniu no momento de dor.
Na altura, escrevi num outro jornal que este foi “um dia trágico que Lisboa não esquecerá”, mas infelizmente as autoridades competentes esqueceram.
Esqueceram porque, um ano depois, apenas há acordos indemnizatórios fechados com as famílias de quatro vítimas.
Esqueceram porque, um ano depois, há vítimas e........
