A confiança no Estado e o caos nos exames nacionais: quem se responsabiliza?
Em maio, escrevi neste espaço sobre as profundas alterações orgânicas que o atual ministro da Educação está a fazer, com a extinção e a fusão de direções-gerais e outras estruturas do Ministério da Educação e alertei para o risco da “perda de conhecimentos e de experiência acumulada que estas alterações vieram provocar, além da desestabilização inerente, [que] podem vir a custar muito caro ao sistema educativo”. Um mês e meio depois, as opções políticas tomadas pelo ministro da Educação provocaram a situação mais grave vivida em 30 anos de realização de exames nacionais para conclusão do Ensino Secundário e acesso ao Ensino Superior.
Provas que não chegam aos professores classificadores, provas mal digitalizadas e incompletas, confusão generalizada, falta de informação e de apoio às escolas são o resultado de más decisões políticas do Governo, de opacidade e de desresponsabilização.
O ano passado foi........
