Das tentações às transfigurações
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Das tentações às transfigurações
Os muçulmanos estão a viver o ramadão e os cristãos estão a viver o tempo da quaresma. São tempos de ‘maior espiritualidade’. Para os cristãos a quaresma é um tempo de preparação para a grande festa da Páscoa.
Os momentos mais especiais da vida precisam de preparação… de um coração em espera, de uma sede que se alimenta, de um desejo que aguarda o tempo certo… uma pedagogia da espera… uma lentidão que é sabor e dá sabor aos dias fugazes.
O tempo da quaresma não é um tempo para fazer coisas difíceis ou que custem muito, mas coisas que nos transformem e nos elevem. Quando deixamos de comer algo, ou quando ‘desligamos das redes’, ou quando nos dedicamos mais à oração… o sentido não é porque custa, mas porque nos transforma, nos aproxima dos outros, nos torna mais sensíveis às dificuldades dos mais pobres.
Não se trata tanto de retirar coisa, mas substituir o que nos afasta do sentido do que nos aproxima da vida plena e (e)terna – tudo o que reforça a relação, a identidade e profundidade.
As primeiras reflexões deste tempo falam-nos das tentações de Cristo e nelas podemos pensar as nossas. Resistimos pouco às tentações, aos vícios, ao desperdício de tempo nas redes, ao excesso de consumo, às críticas injustas, às ofensas inúteis, aos palavrões desnecessários, às mentiras e ao autorreferencialismo.
É tempo de pensar o que nos desorienta e o que desfigura. Às vezes andamos assim, de rosto desfigurado, entristecido, amargurado… Claro que há muitas razões: doenças, mortes, separações, desemprego, separações… tempestades, violência, guerras…
Mas se temos muitas razões para andarmos de rosto desfigurado, também temos muitas razões para nos deixarmos transfigurar: os amigos, as relações, um livro, uma paisagem… uma ajuda a quem precisa mais, uma partilha do que temos e do que somos…
Precisamos de pessoas transfiguradas. Precisamos de sociedades de rosto transfigurado. Os crentes encontram na oração, especialmente na Eucaristia, o alimento dessa vida transfigurada. E o tempo de quaresma é a possibilidade de reforçar a intensidade da oração e da partilha.
Na quaresma somos ainda desafiados ao jejum, não para ficarmos mais fit, mas ficarmos mais disponíveis para os outros. Por isso, o jejum deve começar nas palavras que ofendem e nos gestos que magoam.
Que esta quaresma de 2026, num mundo cheio de guerras, possa ser tempo de construção de uma Igreja e de uma sociedade mais transfigurada, mais cheia de luz, mais à imagem de Jesus que deu a vida toda por amor.
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