A obra de um clube não é de caridade ocasional, mas de construção sustentada
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A obra de um clube não é de caridade ocasional, mas de construção sustentada
Há momentos na vida de uma pessoa, e na vida de uma instituição, que carregam, em si mesmos, o peso da história e a leveza da esperança. Este é um desses momentos.
Assumir a presidência de um clube como o Rotary Club de Coimbra, fundado sobre alicerces de serviço, camaradagem e ética, não é um ato de poder. É um ato de serviço. É um ato de fé, fé nos valores que nos trouxeram até aqui, fé nos companheiros que nos rodeiam e fé naquilo que, juntos, somos capazes de fazer. Recebo um clube vivo, dinâmico e comprometido com os valores mais elevados do movimento rotário.
E é com essa consciência, entre a gratidão pelo que foi feito e a determinação pelo que há ainda a fazer, que aqui estou. Permitam-me que, antes de falar do futuro, vos convide a um breve regresso às origens. Porque o presente só tem sentido quando conhecemos as raízes que o alimentam.
Era o ano de 1905. Um jovem advogado de Chicago, chamado Paul Percy Harris, caminhava pelas ruas da cidade com um amigo, e ficou impressionado com algo aparentemente simples: a forma como esse amigo cumprimentava os comerciantes, os conhecia pelo nome, sabia das suas famílias, partilhava os seus sonhos. Havia naquele gesto quotidiano uma humanidade que a grande cidade muitas vezes sufoca.
Paul Harris perguntou-se então: «Porque não reunir essas pessoas? Se tantos outros anseiam por companheirismo como eu, algo de bom pode nascer disso.» E........
