“Privilégio exorbitante”
Inquietante porque incerta. As guerras nas suas margens e territórios (desde logo, desde fevereiro de 2022, a guerra promovida pela Rússia, na Ucrânia) obrigaram a Europa, as suas elites políticas e, no fundo, os cidadãos (confrontados com os efeitos económicos imediatos daquelas guerras) a reposicionarem-se, a si próprios, no contexto global. O advento do “trumpismo”, versão 2.0 (talvez com mais propriedade, versão 2.26!) estilhaçou, pelo menos, psicologicamente, as últimas réstias (escombros) da ilusão de que as guerras de expansão, de conquista territorial já seriam uma impossibilidade histórica, assim como a crença na inevitável predominância geopolítica do Ocidente. Entenda-se, do bloco Estados-Unidos – Europa que emergiu e foi solidificando-se a partir de 1945. Creio que a perceção cada vez mais generalizada, atualmente e na Europa, é a de que aquele predomínio e poder (e, naturalmente, também, “poder de influência) ocidentais estarão em declínio. Sendo que para os Europeus, de resto, a América, com ou sem Trump, deixou de ser o “velho parceiro” aliado que estaria sempre lá e que, se precisássemos (se o mundo ocidental precisasse), imporia a sua ordem. Que era a nossa ordem! Mas, tudo........
