“Tempestades, Planeamento e...”
Por um daqueles imponderáveis que vão surgindo na vida, tinha mesmo que ir a Lisboa na passada quarta feira, 28 janeiro. Sabia dos avisos, ouvi as notícias, confirmei que os comboios para Lisboa tinham sido cancelados. Teria, portanto, de ir de carro; confirmei a meteorologia que me garantia uma abertura durante o dia, até cerca das 15 h, com uma probabilidade baixa de chuva e vento.
E fui. O movimento na A1 era basicamente o normal, e a viagem foi progredindo de forma segura. A velocidade média era seguramente mais baixa que o normal, as pessoas seguiam com cautelas. Na rádio, davam conta da queda de inúmeras árvores e de um rasto de destruição na região de Leiria. Mas não havia qualquer aviso, qualquer informação detalhada para quem circulava.
Quando cheguei ao nó para Pombal, a A1 estava cortada na direção Norte-Sul. Um jovem de colete amarelo, sem qualquer identificação, disse-me que teria de seguir pela Nacional 1. Pedi-lhe uma orientação, o GPS tinha morrido. Respondeu-me que não sabia, que estava ali, mas eram da Maia, não conheciam o território. Teria de procurar. Enfim, lá consegui descobrir o IC2, parece que o herdeiro da Nacional 1.
Esperavam-me cerca de 26 km, que demorei 3 horas a fazer. Isso mesmo, 3 horas. Uma estrada com duas vias apenas, estreitas, para onde foram canalizados milhares de carros, camionetes carregadas e enormes TIR. Pontualmente,........
