“Nuvens, nuvens, nuvens!”
Descubro-me à beira de uma depressão profunda! Meses sem sol aberto de forma constante, nuvens que se acumulam e nos vão cercando… E o pior é que não estou a pensar apenas na meteorologia local, mas fundamentalmente na política e na economia mundial. E nas pessoas. Em todos nós. No Médio Oriente a guerra alastra-se e escala. Uma guerra que ninguém compreende realmente o porquê ou o para quê. Mas cujas consequências marcarão sem dúvida a economia mundial de forma clara, e possivelmente para sempre. Não posso, nem devo nunca deixar de referir o quadro teórico onde me situo: na minha perspetiva, conforme durante anos a fio procurei demonstrar a gerações de estudantes, as vantagens decorrentes do comércio livre são claras, potenciando o crescimento económico, um acesso acrescido a uma maior variedade de bens e serviços, mais eficiência e inovação. A globalização permitiu que entre 1990 e 2025, 1,5 mil milhões de pessoas, por todo o mundo, tivessem deixado de viver em pobreza extrema. Permitiu que muitas e muitas decisões de caráter político fossem tomadas multilateral e supranacionalmente, com condições para facilitar a obtenção de um maior bem-estar em termos mundiais. Claro que a globalização não foi uma espécie de varinha de condão capaz de resolver todos os problemas da economia, da estabilidade........
