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“A transição em Belém: entre o...”

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11.03.2026

A eleição presidencial de 2026 marca um ponto de inflexão na democracia portuguesa, assinalando o fim da era de Marcelo Rebelo de Sousa e a ascensão de António José Seguro. Esta transição não representa apenas uma sucessão individual, mas também uma reavaliação do funcionamento do semipresidencialismo português. Como define Robert Elgie (2011), este sistema caracteriza-se por um “Presidente eleito por sufrágio universal direto e um primeiro-ministro responsável perante o parlamento” — uma dualidade que assume contornos distintos consoante a personalidade de quem ocupa o cargo. Assim, a análise desta mudança permite compreender de que forma diferentes estilos de liderança moldam o funcionamento do sistema político. O mandato de Marcelo Rebelo de Sousa foi marcado por uma forte presença mediática e por uma relação direta e afetiva com o eleitorado. A magistratura de influência assumiu, no seu caso, a forma de uma pedagogia cívica constante. O Presidente procurou aproximar as instituições dos cidadãos, reforçando a ideia de que “a democracia está viva, mas tem de ser mais livre, mais igual, mais justa e mais solidária”. Um dos símbolos mais expressivos desse legado, ficará no Museu da Presidência da República. O retrato oficial de Marcelo, da autoria do artista urbano Vhils (Alexandre Farto). Uma colagem composta por recortes de jornais com notícias da última década da vida política portuguesa,........

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