“O Oceano como Desígnio Nacional...”
Se hoje tivéssemos de decidir quais os domínios mais estratégicos para o futuro de Portugal, a resposta estaria diante dos nossos olhos, na linha do horizonte. Que outro ecossistema consegue reunir, em simultâneo, debates vitais sobre soberania, segurança nacional, transição energética, alterações climáticas, biodiversidade, alimentação, inteligência artificial e diplomacia? A resposta é única e incontornável: o Oceano. Portugal não é apenas um país com costa marítima, é uma nação estruturalmente definida e moldada pelo mar. Com uma Zona Económica Exclusiva de cerca de 1,7 milhões de quilómetros quadrados e uma proposta de extensão da plataforma continental que ultrapassa os 4 milhões de quilómetros quadrados, cerca de 97% do nosso território real é composto por água. Esta gigantesca responsabilidade governativa e geopolítica não se exerce com proclamações retóricas ou intenções abstratas, exerce-se, sim, com ciência, tecnologia e inovação. Perante este cenário, a criação da Agência para a Investigação e Inovação (AI²) surge como um momento de viragem para alinhar a investigação científica com o impacto económico e social. Não faria qualquer sentido desenhar uma estratégia nacional de investigação e inovação que não colocasse o mar no seu centro. O Oceano não representa uma........
