“Com metade vemos tudo”
Mês e meio atrás as Nações Unidas aprovaram uma resolução condenando a escravatura. Toda? Não, apenas a transatlântica, aquela em que Portugal e outros europeus estiveram envolvidos. Portugal absteve-se, e deveria ter votado contra. Porquê? Pelo carácter parcial e enviesado da tomada de posição. Mas o que é que deu aos promotores da causa para que de fora ficasse o resto, por exemplo o tráfico de escravos entre a África de Leste e a Península Arábica, ou o mundo islâmico no seu todo? Se nas Américas há negros, porque é que desprezível se mostra a fatia de negro-descendentes na não-recriminável Arábia? Há quem refira que eram sistematicamente castrados, os homens, e que ao fruto do ventre das mulheres não era dado que vingasse. Mas realmente nada eu sei destes dramas, e até me envergonha que de nula sabedoria me obrigue a um par de referências desconexas. Entretanto há quem saiba e não me conteria em pasmos se o patrono da iniciativa se revelasse desconhecedor........
