“Discurso de inauguração da...”
Assinalam-se amanhã os 185 anos da criação da imponente Biblioteca Pública de Braga, situada no Largo do Paço, no antigo edifício do Paço Episcopal de Braga. Tudo começou com a portaria de 27 de julho de 1840, do Ministério do Reino, através da qual Almeida Garrett encarregou Manuel Rodrigues da Silva Abreu de analisar o espólio das bibliotecas dos extintos conventos do distrito de Braga, nomeadamente das livrarias dos conventos do Carmo, dos Congregados, da Falperra, de S. Frutuoso, do Pópulo e de Tibães (Braga); de Santo António dos Capuchos, da Casa da Cruz, da Casa da Costa, de S. Domingos e de S. Francisco (Guimarães); da Franqueira, de S. Francisco, de Palme e de Vilar de Frades (Barcelos); de Rendufe e de Bouro (Amares); de Arnoia (Celorico de Basto); e de Refojos e do Colégio de S. Bento (Cabeceiras de Basto). No ano seguinte, a carta de lei da Rainha D. Maria II, datada de 13 de julho de 1841, autorizou a Câmara de Braga a utilizar receitas municipais para custear as despesas com os recursos humanos e materiais necessários à criação e manutenção da Biblioteca Pública de Braga. O objetivo era assegurar a melhor conservação possível do património bibliográfico proveniente das livrarias e dos mosteiros da região do Minho extintos em 1834. Logo no artigo 1.º desse decreto está referido que “Fica authorisada a Camara Municipal da Cidade de Braga para prover pelos rendimentos municipaes ás despezas do material e pessoal, que fôrem indispensaveis para o immediato estabelecimento e conservação da Bibliotheca Publica, pertencente ao Lyceu Nacional”. No artigo 2.º está referido que “O extincto Convento dos Congregados do Oratorio, que existe na dita Cidade, é destinado para a collocação da mesma Bibliotheca e Lyceu”. De referir que esse Convento dos Congregados situa-se na Avenida Central. Contudo, a complexa conjuntura que o país atravessava nessa época, marcada por grande instabilidade política e por intensas revoltas populares, dificultou o........
