Duas faces da barbárie
Estive no sul de Israel, na fronteira com a Faixa de Gaza, em março de 2023. Visitei o monumento chamado Black Arrow, erigido em tributo a um comando de paraquedistas das forças judias. Dali era possível avistar os prédios do enclave palestino a alguns poucos quilômetros de distância. Mais à frente, uma muralha de aço, acompanhada de torres com câmeras que conseguem detectar o calor do corpo humano. Abaixo da muralha, enterrado no solo, um paredão de concreto para evitar a intrusão de extremistas palestinos. Naquele momento, uma invasão me parecia um temor exagerado. Também estive no kibbutz de Bror Hayil, uma comunidade cuja população era composta de 80% de brasileiros e descendentes.
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A invasão ocorreu sete meses depois. Era madrugada........
