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Parece eterno, mas não é

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02.03.2026

A morte de figuras públicas como Manoel Carlos e Dennis Carvalho provoca no Brasil uma comoção que ultrapassa o campo da simples admiração. Mesmo sem nunca termos cruzado seus caminhos, sem que eles soubessem de nossa existência, sentimos tristeza real, luto legítimo, uma sensação de perda íntima. Por quê?

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A resposta passa, antes de tudo, pela maneira como essas personalidades ocuparam o espaço simbólico da vida cotidiana. Suas obras simbolizavam presenças constantes que entraram nas casas e acompanharam momentos decisivos: uma infância diante da televisão, uma adolescência embalada por músicas, uma fase difícil atravessada por risadas ou por personagens que ofereciam consolo. Ao longo do tempo, constrói-se uma relação que, embora unilateral, é afetiva. Quando nos reconhecemos nas novelas........

© Correio Braziliense