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Tipo, topos, totem: Embaixada do México em Brasília

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Por Leandro de Souza Cruz — docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB)

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Quando Brasília ainda convencia o mundo de que não era uma miragem no Planalto Central, Juscelino Kubitschek e o Ministério das Relações Exteriores ofereceram às representações estrangeiras terrenos de 25 mil metros quadrados. A dádiva trazia, como contrapartida, a expectativa de que cada país confiasse sua sede a profissionais capazes de expressar sua cultura, em diálogo com a arquitetura da nova capital e a paisagem do Cerrado. Em gesto afirmativo do governo brasileiro, a Avenida das Nações foi inaugurada ainda em 1958, mesmo ano do Palácio da Alvorada e do Eixo Monumental.

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Como aponta Paulo Roberto Santos na dissertação Arquitetura estrangeira e outras arquiteturas (2005), foi só nos anos de 1970, após a abertura do Palácio Itamaraty em 20 de abril de 1970, que ocorreu o grande fluxo de inaugurações. A partir disso, muitos países passaram a construir e transferir suas sedes para a nova capital, implicando um conjunto de obras projetadas por arquitetos........

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