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Segundo turno: como discordar sem transformar o outro em inimigo?

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Sandro Eduardo — professor, pesquisador em neurociência aplicada aos negócios e escritor

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No segundo turno, a disputa eleitoral costuma ultrapassar a política e entrar nas relações mais próximas. Famílias, amigos e equipes de trabalho passam a conviver com uma pergunta incômoda: por que uma diferença de opinião consegue alterar a maneira como enxergamos alguém próximo?O problema começa quando deixamos de discutir uma ideia e passamos a defender uma identidade. Em sua maioria, opiniões políticas não são processadas pelo cérebro como argumentos. Nem que venham acompanhadas de fatos. Elas se conectam a valores, pertencimento, história pessoal e aos grupos que nos fizeram acreditar que eles nos representam. Quando uma fala ameaça esse conjunto, cresce a tendência de reagir para proteger aquilo que sentimos ser parte de nós. É aí........

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