Reforma do Judiciário: sem acesso, há Justiça?
Luciana Bregolin Dytz — defensora Pública Federal, presidenta da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef)
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O sistema de Justiça brasileiro vive um momento oportuno de autocrítica e abertura à mudança. O ministro Edson Fachin avançou na ideia de um código de conduta para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em artigo recente, o ministro Flávio Dino propôs 15 eixos para uma reforma do Judiciário, abordando transparência, eficiência e governança. E o Senado aprovou a indicação de Tarcijany Linhares para chefiar a Defensoria Pública da União. Mulher nordestina, formada em escola pública e indicada pelo presidente da República a partir de lista enviada pela própria carreira. Trata-se de uma nomeação que simboliza uma Defensoria que nasce do povo e a ele retorna.
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Nesse contexto de reforma, que busca um Judiciário mais democrático, eficiente e legítimo, é preciso fazer perguntas essenciais: reforma para quem? Para chegar onde? Hoje, cerca de 65 milhões de brasileiros vivem em cidades........
